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segunda-feira, 18 de julho de 2016

20160630 12Z


Realizado por: D. Jimena Roncancio

Na análise de jatos na carta de 250 hPa da figura 1. pode se ver o Jato subtropical de cor amarela percorrendo entre os 15S e os 30S, aparecendo primeiro entre os 110W e 120W, 30W e 40W e finalmente entre 0W e 20W.  Os braços do Jato Polar podem ser encontrados mais ao Sul sobre os 30S e 60S, sendo que o JPN (vermelho) percorre como um fluxo continuo desde os 0W até os 120W, e o JPS (Lilás) aparece sobre os 40W. O JPN apresentando pontos de alta velocidade (55 m/s)) entre 40W e 70W sobre a região patagônica do subcontinente sul americano e os 0W e 20W sobre o oceano Atlântico, região onde alcança velocidade máxima (75 m/s).  Na figura 2 são mostradas as correntes de jato identificadas na imagem de satélite do canal de vapor de água.

Figura1. Carta de vento e geopotencial em 250 hPa para o dia 30 de Junio de 2016 12Z

Na figura 1 também são observados sistemas de alta pressão formados ao norte do Brasil sobre o paralelo equatorial os 50W (Estado de Amapá, limite com a Guiana francesa), ao sul sobre o oceano Pacífico (5S110W) e mais ao sul sobre o oceano Atlântico (40S20W). Identificam-se cavados na região norte do Brasil (0-15S e 30-40W), no oceano pacífico sobre o litoral pacífico colombiano (10N-10S 3e 90W-105W), no oceano Atlântico no litoral do estado da Bahia no Brasil (0-10S e 30S-35S), no Pacífico sul sobre o litoral do Chile (30s-45s e 90W-100W). É também observada uma crista no Atlântico sul (40S-60S e 20W-30W).
Figura 2. Imagens de Satélite Goes-13 do canal 4 (Vapor de água) para o dia 15 de Junho de 2016 12Z.

Na carta de 500 hPa apresentada na figura 3, são ainda observados os dois braços do jato Polar. O JPN (vermelho) é identificado entre os 30S e os 60S. Um primeiro fluxo é observado entre os 100W e 110W e um segundo fluxo maior entre os 0W e 70W. O JPS (lilás) é identificado entre os 50S e 60S com um único fluxo observado entre 70W e 90W. Identificam-se perturbações progressivas no Atlântico sul com uma delas sendo mais sobressaliente e se estendendo ao norte sobre os 90W. Uma crista é observada sobre o Pacífico sul, estendendo-se de norte a sul entre 35S e 60S. Do outro lado do continente, sobre o oceano pacífico, observa-se outra crista se estendendo entre 25S e 40S. Esta crista favorece a formação de um cavado sobre os 25S até 50S entre 90W e 100W.  Mais ao Norte perturbações mais amplas aparecem sobre o Atlântico entre os 0W e os 55W ao sul dos 10S dando lugar à formação de uma crista. Sobre o oceano Atlântico observa-se um sistema de alta pressão frente à costa do Uruguai. Identifica-se outro sistema de alta pressão sobre a Bolívia e os estados brasileiros Rondônia e Mato Grosso.
Figura 3. Carta de vento e geopotencial em 500 hPa para o dia 30 de Junho de 2016 12Z


Na carta de 850 hPa podem ser observados 3 centros de alta pressão. Dois sobre o oceano pacífico e um sobre o oceano atlântico. Da mesma maneira podem ser observados centros de baixa pressão no oceano pacífico e sobre o subcontinente sul-americano na região do sul do Brasil e o Uruguai.


Figura 4. Carta de vento e geopotencial em 850 hPa para o dia 30 de Junho de 2016 12Z
Informação que é confirmada com a observação da imagem de satélite no Infravermelho (Figura 5) onde são claros as áreas escuras onde foram identificados centros de alta pressão e concentração de nuvens nas áreas identificadas como centros de baixa pressão.
Figura 5. Imagens de Satélite Goes-13 do canal 3 (infravermelho) para o dia 15 de Junho de 2016 12Z.
Fontes:
1. Imagens Satélite:

2. Cartas meteorológicas:

sexta-feira, 1 de julho de 2016

20160701 00Z

Por: Martim Mas
Revisado por: Andrea Viteri

Na carta referente a 250 hPa (Fig. 1) observa-se o Jato Subtropical (JST; vermelho) presente sobre o oceano Pacífico entre 25 e 15S e 120 e 100W e sobre o Atlântico entre 25S e 15S e entre 45W e Greenwich. O Jato Polar Norte (JPN; azul escuro) cruza todo o domínio, partindo de 47S em 120W com tendo sua incursão máxima ao norte quase em 25S entre 90 e 80W. À jusante, flui para sul até 5W, a partir de onde parece defletir uma vez mais para norte. Também é possível observar um escoamento menos definido ao sul que pode ser atribuído ao Jato Polar Sul (JPS; azul claro) com um núcleo em 55S entre 70W e 55W, que acaba confluindo com o JPN em 35W e 50S.


Figura 1: Campo de linhas de corrente e geopotencial em 250 hPa para 01/jul/16 às 00Z. Estão destacados os jatos subtropical (vermelho), polar norte (azul escuro) e polar sul (azul claro). Fonte: MASTER.

Na carta de 500 hPa (Fig. 2) nota-se o escoamento mais definido do JPS, confluindo com o JPN, que neste caso tem um escoamento menos definido. É possível observá-lo na mesma posição que em 250 hPa (Fig. 1) a leste de 60W e entre 105W e 90W. Entre 80W e 65W nota-se um núcleo de jato que não é possível atribuir claramente ao JPN ou JST (tracejado em azul e vermelho). Aqui vemos que a deflexão para norte do JST e para sul do JPN pode ser atribuída à Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) em 20W e 35S, que causa um cavado e uma crista respectivamente. Também é possível observar centros de alta pressão entre o norte de Minas Gerais e o sul da Bahia e sobre a Bolívia, que não estão presentes nas cartas dos demais níveis. Nota-se também um centro de baixa pressão em 95W e 45S, associado a um cavado do escoamento do JPN.


Figura 2: Campo de linhas de corrente, ventos e geopotencial em 500 hPa para 01/jul/16 às 00Z. Estão destacados os jatos subtropical (vermelho), polar norte (azul escuro) e polar sul (azul claro). Em amarelo, estão indicadas as cristas (linhas serrilhadas) e cavados (linhas tracejadas), além dos centros de alta (A) e baixa (B) pressão. Fonte: MASTER.

Em 850 hPa (Fig. 3), o campo de altura do geopotencial mostra a persistência da ASAS e da Baixa em 95W e 45S, bem como uma crista logo ao sul desta Baixa e outra ao largo do litoral do Rio Grande do Sul e do Uruguai, a leste do que parece ser um escoamento associado ao Jato de Baixos Níveis (JBN), ainda que pouco intenso. Por fim, nota-se um leve cavado no escoamento dos jatos polares entre 40 e 30W.


Figura 3: Campo de linhas de corrente, geopotencial, ventos e temperatura em 850 hPa para 01/jul/16 às 00Z. Estão destacados o jato de baixos níveis (laranja) e em amarelo as cristas (linhas serrilhadas) e cavados (linhas tracejadas), além dos centros de alta (A) e baixa (B) pressão. Fonte: MASTER.

A carta referente à superfície (Fig. 4) mostra a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) entre 7N e 15N no Pacífico e entre 2N e 7N no Atlântico. Também é possível observar a ASAS, que tem uma assinatura evidente da superfície até 500 hPa, assim como a Baixa sobre o Pacífico, que pode inclusive ser associada ao cavado no escoamento em 250 hPa (Fig. 1). Outra feição notável nesta carta é a deformação do centro de Alta ao passar sobre os Andes entre 85 e 50W e entre 47 e 37S. Pode-se observar também a presença de uma frente fria localizada na parte sul do continente e o Atlântico, e ao oeste, no Pacifico, ao redor da baixa formada junto com a formação de uma frente quente e oclusa.


Figura 4: Campo de pressão reduzida ao nível do mar, ventos em superfície e espessura entre 1000 e 500 hPa para 01/jul/16 às 00Z. Estão destacados os centros de alta (A) e baixa (B) pressão, assim como a Zona de Convergência Intertropical em amarelo. Fonte: MASTER.

Por fim, as imagens do satélite GOES-13 de temperatura realçada por infravermelho (Fig. 5) e vapor d’água (Fig. 6) mostram claramente a intensa formação de nuvens cumulus associada à ZCIT sobre ambos os oceanos (mais a norte no Pacífico e mais ao sul no Atlântico), assim como a faixa de nebulosidade associada ao JPN, propagando para sul do Pacífico ao Atlântico e a circulação ciclônica associada à baixa sobre o Pacífico. A região de menor nebulosidade e vapor d’água ao largo do litoral gaúcho pode ser justificada pela crista observada em 850 hPa (Fig. 3), ao passo que a faixa de nebulosidade paralela à costa sudeste do Brasil pode ser explicada pelo sistema crista-cavado observado em 500 hPa (Fig. 2). Sobre o norte/nordeste do Brasil e centro do continente sulamericano predomina o tempo bom, provavelmente associado às Altas observadas também em 500 hPa (Fig. 2). 



Figura 5: Imagem do satélite GOES-13 no canal infravermelho com realce de temperatura para 01/jul/16 às 00Z. Fonte: MASTER.



Figura 6: Imagem do satélite GOES-13 no canal do vapor d'água para 01/jul/16 às 00Z. Fonte: MASTER.


A Fig. 7 confirma também o tempo estável sobre o continente, com precipitação praticamente nula sobre todo o país à exceção do extremo norte da região, dominado pela ZCIT.

Figura 7: Precipitação acumulada nas últimas 24h em 01/jul/16 às 00Z. Fonte: OGIMET

Fontes:

MASTER: www.master.iag.usp.br
OGIMET: www.ogimet.com


segunda-feira, 27 de junho de 2016

20160615 00Z

 por: Jimena Roncancio
revisado por: Martim Mas

A análise dos jatos na carta de 250 hPa (Figura 1), pode se ver o Jato subtropical percorrendo pelo subcontinente sul-americano entre os 20 e os 27 graus de latitude sul (Fúcsia) sobre Chile, Argentina e O Sul do Brasil. Os braços do Jato Polar Sul podem ser encontrados mais ao Sul do continente sobre a região patagônica do Chile e Argentina (JPN -Amarelo) e no Pacífico e Atlântico Sul entre os 55 e 60 graus de latitude Sul (JPS- Marrom). São observados sistemas de alta pressão formados sobre a Bolívia e no Oceano Atlântico aos 15S 10W, sendo este último a Alta Subtropical do Atlântico Sul, deslocada a norte de sua posição habitual de 30S.
 Figura1. Carta de vento e geopotencial em 250 hPa para o dia 15 de junho de 2016 00Z

A Figura 2 mostra a carta de 500 hPa. Identificam-se perturbações progressivas no Pacifico sul, uma delas sendo mais sobressaliente e se estendendo ao norte sobre os 85W. Uma crista é observada sobre a região Sul da Argentina, estendendo-se de norte a sul desde a Patagônia até a península Antártica. Esta crista favorece a formação de um cavado em 40W sobre o Atlântico sul. Mais ao Norte perturbações mais amplas aparecem sobre o pacífico entre 120W e 90W ao sul de 20S dando lugar à formação de um cavado. Sobre o oceano Atlântico observa-se um sistema de alta pressão em frente à costa do Uruguai e dos estados Brasileiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, causado por uma crista observada entre 30 a 35S e 30W e que  acaba favorecendo a formação de dois cavados nesta região. Identifica-se ainda a persistência em níveis mais baixos do sistema de alta pressão sobre a Bolívia e os estados brasileiros de Rondônia e Mato Grosso, além de um sistema de baixa pressão sobre o Oceano Pacífico aos 105⁰ de longitude oeste à altura da costa do Chile.

 Figura 2. Carta de vento e geopotencial em 500 hPa para o dia 15 de Junio de 2016 00Z

As observações podem ser corroboradas na imagem de satélite do Infravermelho (a), onde são apreciadas as zonas de maior densidade de nuvens em altitude sobre o oceano Pacífico e na região patagônica. Há também uma grande área de poucas nuvens sobre a região da Bolívia e a região do Brasil ocupada pelos estados de Rondônia e Mato Grosso, fruto da inibição de movimentos ascendentes causada pela Alta. Da mesma maneira podem ser advertidas as zonas de alta e baixa umidade correspondentes aos sistemas de baixa e alta pressão respectivamente, na imagem de satélite correspondente ao vapor de água (b).

Figura 3. Imagens de Satélite Goes-13 do canal 3 (infravermelho  -a) e 4 ( Vapor de água -b) para o dia 15 de Junio de 2016 00Z.

Fontes:
  • Imagens Satélite:
http://satelite.cptec.inpe.br/acervo/goes.formulario.logic;jsessionid=94C934C03876C380B0FC2DBFB9F0A81E
  • Cartas meteorológicas:
http://www.masterantiga.iag.usp.br/ind.php?inic=00&prod=previsao_glob

terça-feira, 14 de junho de 2016

20160614 00Z

Por: Martim Mas
Revisado por: Andrea Viteri

Na carta referente ao nível de 250 hPa (Fig. 1) observa-se a presença do Jato Subtropical (JST, em vermelho) entre 20 e 35°S e entre 120 a 65°W e de 40°W até o final do domínio. Ao sul, nota-se a presença dos jatos polares norte (JPN, linha azul escura) e sul (JPS, linha azul clara). O primeiro encontra-se entre 40 e 50°S e 120 e 85°W e mais a oeste, onde é observado novamente em 55°W próximo a 55°S, porém defletindo para norte até alcançar a latitude de 35°S em 10°W, confluindo com o JST. Já o JPS é visto entre 55 e 60°S entre 120 e 90°W e entre 75 e 30°W. A leste deste meridiano, também observa-se sua trajetória para norte até 35 a 40°S entre 10°W e Greenwich. É notável que nesta região haja a confluência dos três jatos (confirmada pela análise do GFS/NCEP disponível em earth.nullschool.net).

Figura 1: Campo de linhas de corrente e geopotencial em 250 hPa para 14/jun/2016 às 00Z. Estão destacados os jatos subtropical (vermelho), polar norte (azul escuro) e polar sul (azul claro).

Já na carta de 500 hPa (Fig. 2), os jatos são observados nas mesmas latitudes. No entanto, o JST é nitidamente observado apenas a leste de 35W. A oeste, perturbações no escoamento que, apesar de não tão intenso, deve estar associado ao JST (linha vermelha tracejada) são responsáveis por cavados em 110W e 35W (em amarelo). Uma crista em 40W neste mesmo escoamento parece ser responsável por um anticiclone que acaba por deslocar toda a estrutura de jatos para sul, ainda que em menor escala para os jatos polares, onde também são observadas pequenas cristas associadas à primeira. Nestes jatos, também são observados cavados associados a circulações ciclônicas em 60S e 105W e 50S e 15W. Mais ao norte, é possível identificar também a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) em 20S, que está sobre ou a leste de Greenwich. Um menor centro de alta também é observado entre 10 e 15S e 30W.

Figura 2: Campo de linhas de corrente e geopotencial em 500 hPa para 14/jun/2016 às 00Z. Estão destacados os jatos subtropical (vermelho), polar norte (azul escuro) e polar sul (azul claro). Em amarelo, estão identificadas as cristas (linhas serrilhadas) e cavados (linhas tracejadas), além dos centros de alta (A) e baixa (B) pressão.


No nível de 850 hPa (Fig. 3) pode-se ver que as cristas e cavados do nível de 500 hPa se mantém (aqui em azul claro), assim como os centros de alta e baixa (“cut-off high/low”) em 30 e 50S respectivamente. Neste nível, no entanto, é possível notar a presença do jato de baixos níveis do interior da América do Sul até o Atlântico, passando principalmente sobre Paraguai, Argentina e Uruguai.

Figura 3: Campo de linhas de corrente, geopotencial e temperatura em 850 hPa para 14/jun/2016 às 00Z. Estão destacados o jato de baixos níveis (amarelo) e  cristas (linhas azuis serrilhadas) e cavados (linhas azuis tracejadas), além dos centros de alta (A) e baixa (B) pressão.

Na carta referente à superfície (Fig. 4), nota-se a presença do centro de alta junto à costa do RS, numa situação pós passagem de frente fria (possivelmente associada à baixa que agora está em 10W e 50S). É bastante visível também a intensificação dos ventos de NW entre 60 e 40W e 35 e 50S, provavelmente ajudados por esta Alta. Mais ao norte, a convergência dos ventos entre 10 e 15N no Pacífico indica a presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), confirmada pela faixa de nebulosidade vista nas imagens de satélite de infravermelho (Fig. 5) e do vapor d’água (Fig. 6). No caso do Atlântico Sul, apesar de haver a convergência, não é observada a mesma faixa de nebulosidade e vapor d’água como no Pacífico.


Figura 4: Campo de ventos em superfície (vetores) e pressão reduzia ao nível do mar para 14/jun/2016 às 00Z. Estão destacadas espessuras da camada entre 1000 e 500 hPa menores (maiores) que 540 dam em azul(vermelho), além dos centros de alta (A) e baixa (B) pressão.

A imagem do canal do vapor d’água (Fig. 6) também mostra que a interação entre o vapor d’água trazido pelo jato em 500 hPa (vermelho, Fig. 2) e o jato de baixos níveis em 850 hPa (amarelo, Fig. 3) provoca advecção quente para sul, formando a faixa de nebulosidade vista que se estende sobre Paraguai, Argentina e Uruguai (Fig. 5), que parece se juntar com outra faixa de nebulosidade associada aos jatos da frente polar (JPS e JPN). Este efeito pode explicar o fato de as temperaturas no Paraguai e Uruguai (exatamente sob o jato de baixos níveis) estarem ligeiramente maiores que no interior do RS e SC, regiões próximas porém mais ao norte (Fig. 7). Finalmente, ambas imagens de satélite também mostram, além das nuvens associadas à convecção e à ZCIT no norte do continente, a ausência de nebulosidade e de vapor d’água associadas ao centro de alta que se desenvolveu na costa gaúcha, mas que age principalmente para condições de tempo bom na costa de SC, SP e RJ.

Figura 5: Imagem de satélite do canal infravermelho com realce de temperatura para 14/jun/2016 às 00Z. Fonte: MASTER

Figura 6: Imagem de satélite do canal do vapor d'água 14/jun/2016 às 00Z. Fonte: MASTER


Figura 7: Medições de temperatura na superfície para 14/jun/2016 às 00Z. Fonte: OGIMET

sábado, 11 de junho de 2016

20160611 12Z

Por: Luan Saraiva de Brito
Revisado: Dayana

  Na carta de 250 hPa (figura 1) observa-se a presença do jato subtropical (JS - linha vermelha) entre 25°S e 90° O e 30°S e 0°. O jato polar norte (JPN - linha laranja) atua entre 45°S e 105°O até 40°S e 55°O e também em 27°S e 37°O até 35°S e 0°. O jato polar sul (JPS - linha amarela) aparece entre 47° S e 105° O até 47°S e 52° O. Além disso, nota-se a presença de dois anticiclones, o primeiro com centro em 40°S e 78° O e o segundo em 20° S e 5° O.


Figura 1: Campo de Linhas de Corrente e Geopotencial no nível de pressão de 250hPa.

   Na carta de 500 hPa (figura 2), observa-se parte do JPN em 30°S e 30°I e do JPS em 50°S e 85°O. Nota-se circulação anticiclônica em 40°S e 75°O, 12°S e 65°O e 18°S e 7° O. Além disso, circulações ciclônicas atuam em 33°S e 75° O e 60° S e 20° O. Um cavado atua próximo da costa do Rio Grande do Sul.

Figura 2:  Campo de Linhas de Corrente e Geopotencial no nível de pressão de 500hPa.

 Na carta de 850 hPa (figura 3), observa-se um cavado ao sul do Uruguai e outro a leste da costa do Sudeste brasileira. Nota-se a presença de um anticiclone em 40°S e 80°O e outro em 25°S e 0°. Um sistema ciclônico atua com centro em 25°S e 90° O.

Figura 3: Campo de Linhas de Corrente e Geopotencial no nível de pressão de 850hPa.

Na carta de superfície (figura 4) observa-se um anticiclone transiente com centro em 27°S e 62° O, a alta subtropical do pacífico sul (ASPS) localizada em 43°S e 80°O e a alta subtropical do atlântico sul (ASAS) centrada em 25°S e 0°. Uma frente fria associada a um sistema de baixa pressão fora do domínio da figura avança próximo ao sul do Chile. Dois sistemas de baixa pressão oclusos podem ser observados sobre o atlântico sul, porém influenciam o tempo no continente através de dois cavados localizados na altura do litoral sul brasileiro. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) aparece sobre o pacífico por volta de 10°N e sobre o atlântico em 5°N.

Figura 4: Campo de Pressão em superfície e Espessura entre 1000 e 500hPa.
Na carta Na figura 5, a imagem do satélite GOES mostra umidade sobre o Sudeste do país, associado ao ramo equatorial do jato subtropical. Destaque também para a região de baixa umidade próxima da costa do Chile associada a presença da ASPS.

Figura 5: Imagem do satélite GOES no canal do vapor d'água. Fonte: DSA/INPE

   Com relação aos jatos, a Figura 6 mostra um corte vertical na longitude de 50° O na qual pode-se observar a proximidade dos jatos subtropical e polar norte na região, aproximadamente na latitude de 25°S com centro em 200 hPa o JS e 250 hPa o JPN. Já o centro de atuação do jato polar sul encontra-se em aproximadamente 300 hPa nas latitudes de 47° S e 53°S.



Figura 6: Corte vertical da temperatura potencial (K) e contornos de magnitude do vento na longitude de 55ºO.

Na figura 7, observa-se valores de temperatura mínima abaixo de 0°C em parte do Sul do Brasil, do Paraguai, no Uruguai e no norte da Argentina devido a atuação do anticiclone transiente na região.


Figura 7: Temperatura máxima (esquerda) e mínima (direita) para a América do Sul durante o dia 09/06/2016.  FONTE: OGIMET.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

20160610 00Z

Por: Rebeca Fonseca de Oliveira Pereira
Revisado: Luan Saraiva de Brito

   Analisando a Figura 1, observa-se que o Jato Subtropical localiza-se entre as latitudes de 20º e 30º S e entre as longitudes de 90º O e 0º. Além disso, esse jato também se estende em latitudes maiores, entre 35º e 55º S, entre as longitudes de 120º e 90º O. Entre essas longitudes, o jato apresenta um escoamento em formato de crista, com grande amplitude. O mesmo sentido de escoamento é observado para o Jato Polar Norte, o qual se localiza entre as latitudes de 45º e 60º S entre as longitudes de 120º e 60º O e, entre as latitudes de 30º e 35º S para as longitudes de 60º O e 0º. Já o Jato Polar Sul aparece apenas entre as longitudes de 20º O e 0º, permanecendo entre as latitudes de 55º e 60º S.


Figura 1: Campo de Linhas de Corrente e Geopotencial no nível de pressão de 250hPa.

   Analisando a Figura 2, observa-se os ramos do Jato Polar Norte, dando suporte para a frente fria que se desprende do centro de baixa pressão localizado na latitude de 45º S e na longitude de 30º O. Nota-se também a presença do Jato Polar Sul sobre o sul do Oceano Atlântico. Pelo fluxo das linhas de corrente, observa-se uma crista entre as latitudes de 40º e 50º S e longitudes de 100º e 80º O e, dois cavados. O primeiro encontra-se entre as latitudes de 15º e 30º S e nas redondezas da longitude de 100º O, o segundo cavado localiza-se entre as latitudes de 35º e 45º S e longitudes de 70º e 50º O.

Figura 2:  Campo de Linhas de Corrente e Geopotencial no nível de pressão de 500hPa.


   Analisando a Figura 3, nota-se a presença do cento de Alta Pressão localizado no Oceano Pacífico Sul, aproximadamente na latitude de 45º S e longitude de 90º O. Um centro de Baixa Pressão também pode ser localizado entre as latitude de 45º e 50º S, na longitude de aproximadamente 30º O. Nota-se também a presença dos dois cavados analisados nas mesmas latitudes e longitudes citadas na Figura 2. 

Figura 3: Campo de Linhas de Corrente e Geopotencial no nível de pressão de 850hPa.

   No campo de superfície (Figura 4), observa-se a presença da alta subtropical do pacífico sul (ASPS) com centro em 45° S e 90°. Um anticiclone transiente avança pela Argentina com centro em 40°S e 70° O. Observa-se também um centro de Baixa Pressão localizado na latitude de 45° S e longitude de 30° O, associado a uma frente fria que atua próxima da costa do Sudeste brasileiro, a junção da circulação associada a esta baixa e da alta transiente favorece ventos de quadrante sul sobre a região Sul do Brasil, provocando queda acentuada de temperatura (Figura 7). Nota-se a presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) centrada em 10° N no oceano pacífico e em 5°N no oceano atlântico.

Figura 4: Campo de Pressão em superfície e Espessura entre 1000 e 500hPa.

   Pela imagem de satélite (Figura 5), observa-se a presença de nuvens altas sobre o Sul e Sudeste do Brasil, principalmente associadas a passagem dos jatos na região. Além disso, sobre o Norte do país nota-se a formação de nuvens Cumulonimbus (com alto desenvolvimento vertical) associadas ao calor e a umidade . 

Figura 5: Imagem do satélite GOES no canal do IR. Fonte: DSA/INPE

Com relação aos jatos, a Figura 6 mostra um corte vertical na longitude de 55° O na qual pode-se observar a proximidade dos jatos subtropical e polar norte na região, aproximadamente na latitude de 30°S com centro em 250 hPa. Já o centro de atuação do jato polar sul encontra-se em aproximadamente 300 hPa na latitude de 47° S.
   

Figura 6: Corte vertical da temperatura potencial (K) e contornos de magnitude do vento na longitude de 55ºO.

Figura 7: Temperatura máxima (esquerda) e mínima (direita) para a América do Sul durante o dia 09/06/2016.  FONTE: OGIMET.