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domingo, 5 de julho de 2015

20150705

Análise Sinótica das 00Z do dia 05/07/2015

Analisado por:
Rafael Pereira


Figura 1. Imagem do satélite GOES-13 para o vapor d'água das 00Z do dia 05 de julho de 2015.  As linhas indicam a posição dos jatos (JST em vermelho, JPN em laranja JPS em amarelo). A ZCIT está indicada em verde. Fonte: CPTEC.

Na imagem do vapor d’água para as 00Z do dia 05 de julho (Figura 1) observa-se a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) localizada aproximadamente entre 5° e 7° norte no Pacífico e Atlântico, e segue quase que horizontalmente por essas latitudes. No Pacífico, a ZCIT está associada à intensa nebulosidade enquanto que no Atântico há pouca nebulosidade. É possível observar o JST à oeste do continente, sobre o Pacífico, entre 20°S e 30°S e em torno de 30°S sobre o continente e Atlântico oeste. O ramo norte do Jato Polar (JPN) está localizado entre 30°S e 35°S aproximadamente, e o ramo sul do Jato Polar (JPS) entre 35°S e 60°S.

Figura 2. Carta sinótica em 250 hPa. Jatos identificados pelas cores: vermelha (JST), laranja (JPN) e amarelo (JPS). Fonte: CPTEC.

Na análise da carta de 250hPa das 00Z do dia 05 de julho (Figura 2), o JST à oeste do continente se encontra acoplado ao JPN. Ao cruzar o continente, os jatos se acoplam novamente com um centro de máxima intensidade em 25°S à oeste do Atlântico Sul como é possível observar no corte vertical em 45ºW (Figura 3) pelo gradiente de temperatura e intensidade do vento. O cavado indicado na análise do dia anterior em 50°O deslocou-se para leste e pode ser visualizado pela curvatura do vento (vetores) em 40°O.

Figura 3. Corte vertical em 45ºW da temperatura potencial (K) e magnitude do vento às 00Z do dia 05 de julho de 2015. Fonte: Master/IAG

Na Figura 3 é possível observar o centro de máxima intensidade dos ventos relacionado ao acoplamento do JST e JPN em 30°S aproximadamente, e o centro relacionado ao JPS em 50°S aproximadamente.

Figura 4. Carta sinótica em 500 hPa. Alta e baixa pressão indicadas pelos círculos vermelho e azul, respectivamente. Cavado indicado pela linha tracejada e Crista pela linha serrilhada. Fonte: CPTEC.

Na análise da carta de 500hPa das 00Z do dia 05 de julho (Figura 4) é possível observar o JPN, que é mais intenso após cruzar o continente em torno de 30°S. A alta do Pacífico está na mesma posição do dia anterior e localizada em torno de 17°S e 108°W, a alta sobre o continente está em torno de  15°S e 41°W sobre o estado da Bahia, após a análise do dia anterior um centro de alta pressão se formou em 39°S e 12°W. A baixa pressão indicada no dia anterior sobre o Pacífico Sul deslocou-se para leste e está em torno de 50°S e 85°W.

Figura 5. Carta sinótica em 850 hPa. Alta e baixa pressão indicadas pelos círculos vermelho e azul, respectivamente. Cavado indicado pela linha tracejada e Crista, pela linha serrilhada. Fonte: CPTEC.

Na análise da carta de 850hPa das 00Z do dia 05 de julho (Figura 5) é possível observar a alta pós frontal sobre o centro-sul do continente e a influência do ramo norte da ASAS sobre a região nordeste do Brasil. A alta do Pacífico (ASPS) tem seu centro em torno de 25°S e 93°W. É possível observar três centros de baixa pressão, dois deles sobre o Pacífico Sul com centros em 50°S/87°W e 40°S/120°W, sendo este último associado divergência de umidade no sul do continente (Figura 6), e outro centro sobre o Atlântico Sul (42°S/31°W), estes ciclones normalmente estão associado a sistemas frontais frios, como é possível ver nos campos de pressão e divergência de umidade observados na Figura 6.

Figura 6. Campos de Pressão e Divergência de Umidade, gerados pelo GFS. Fonte: Master/IAG

Figura 7. Carta sinótica de Superfície. Fonte: CPTEC.

Na análise da carta de superfície das 00Z do dia 05 de julho (Figura 7) observa-se uma frente fria sobre grande parte do continente estendendo-se da direção NW-SE desde o sul do Amazonas, Bahia e Atlântico onde há um centro de baixa pressão de 992hPa. A alta pós-frontal tem centro de 1024hPa. No Pacífico Sul observa-se uma frente fria com centro de 984hPa adentrando o continente. A ASPS tem centro de 1020hPa e dele se estende uma crista na direção SW. A ASAS tem centro de 1032hPa sobre parte do Atlântico Sul e dele se estende um cavado no sentido NW em direção ao continente.

Figura 8. Acumulado de precipitação em 24h. Fonte: ogimet.com

Na imagem de precipitação acumulada em 24 horas para o dia 05 de julho (Figura 8) observa-se altos valores de precipitação sobre a Bolívia e sobre região sudeste e centro-oeste do Brasil associada a entrada do sistema frontal. Pouca ou nenhuma precipitação ao norte da região sudeste e interior do nordeste, com exceção do litoral do nordeste devido a convergência de umidade (visíveis na Figura 6) associada ao ramo norte da ASAS e ventos alísios, que transporta ar quente e úmido para a região. A precipitação sobre o centro da região norte está associada a convecção local.


Referências:

(1) Imagem de satélite: http://satelite.cptec.inpe.br/acervo/goes.formulario.logi

(2) Cartas Sinóticas - CPTEC/INPE:  http://img0.cptec.inpe.br/~rgptimg/Produtos-Pagina/Carta-Sinotica/Analise/impressao/


(3) Produto Aulamaster - MASTER-IAG



(4) http://www.ogimet.com

20150704

                             Análise Sinótica do dia 04/07/2015 às 00Z

                                                              Paulo Moura


Figura 1: Canal do Vapor D'água do GOES-13 ( ZCIT  - verde, JST  - vermelho, JPN laranja e JPS - amarelo). (Fonte: DSA-CPTEC).



Com base na Figura 1, pode-se observar que a ZCIT está posicionada sobre a parte mais ao leste da Venezuela, sobre a região litorânea desta. Sobre o oceano Pacífico, observa-se que a ZCIT se estende sobre uma parte litorânea da Colômbia, do Panamá e Costa Rica. Em relação ao JST, nota-se que ele estende sobre o oceano Pacífico e cruza o Chile e a Argentina, chegando ao Brasil. O JPN, encontra-se sobre o oceano Atlântico, assim como um dos ramos do JPS, sendo que, o outro ramo deste, se encontra sobre o Pacífico, atingindo o Chile.  

Figura 2: Carta sinótica no nível de 250 mb. (Fonte: Master).



Em relação a Figura 2, pode-se observar as presenças dos jatos, que foram plotados conforme a indicações das Figuras 3 e 4, que mostram os núcleos de cada jato. Em aproximadamente 50° S - 90° W, observa-se um ciclone bem definido, que pode ser visto também na Figura 1.

Figura 3: Corte vertical em 40° W. (Fonte: aulamaster).

Figura 4: Corte vertical em 80° W. (Fonte: aulamaster).


                                                                   
                                                  Figura 5: Carta sinótica no nível de 500 mb. (Fonte: Master).


No nível de 500 mb (Figura 5), pode-se observar a presença de um anticiclone em 15° S – 110° W, sobre o oceano Pacífico. UM outro centro anticiclônico encontra-se sobre o continente brasileiro, em cima do Estado de Tocantins e Bahia. O ciclone que se encontrava sobre 50° S - 90° W no nível de 250 mb, persiste no nível de 500 mb.


Figura 6: Carta sinótica no nível de 850 mb. (Fonte: Master).


No nível de 850 mb (Figura 6), nota-se que o pequeno ciclone que aparece nos níveis de 250 e 500 mb, se tornam bem mais intenso no neste nível. É possível observa a presença da ASAS e da ASPS. Sobre o continente brasileiro, nota-se presenças de cristas sobre a parte sudeste e centro-oeste. Em aproximadamente 50° S – 50° W, observa-se a presença de um ciclone, seguido por outro mais a leste.   

Figura 7: Carta sinótica no nível de 1000 mb. (Fonte: Master).

No nível de 1000 mb (Figura 7), observa-se o posicionamento da ZCIT, assim como na Figura 1. Sobre o Atlântico, nota-se a presença da ASAS. Nesta imagem possui duas frentes, que na qual, uma se estende entre o sul e o sudeste do Brasil até o Atlântico e, a outra, se encontra sobre o oceano Pacífico.


Figura 8: Divergência de umidade e pressão ao nível médio do mar (PNM). (Fonte: aulamaster).



Figura 9: Precipitação acumulada nas últimas 24 horas. (Fonte: ogimet.com).


Em relação a precipitação acumulada nas últimas 24 horas (Figura 7), nota-se que entre os Estados de São Paulo e Paraná, ocorreu um grande acúmulo de precipitação, chegando até 125 mm sobre o Estado de São Paulo.


Referências:

http://satelite.cptec.inpe.br/acervo/goes.formulario.logic 

http://www.masterantiga.iag.usp.br/ind.php?inic=00&prod=previsao_glob

http://www.ogimet.com/cgi-bin/gsynop?zona=amersurc&base=bluem&proy=orto&ano=2015&mes=07&day=04&hora=00&vr4=R4&enviar=Ver

 Campos gerados: Aulamaster (MASTER-IAG)















 












sexta-feira, 3 de julho de 2015

20150703

Análise Sinótica de 03.07.2015, às 00Z
Por Lucas Paiva


Figura 1: Canal do Vapor D'água do GOES-13, com marcações da ZCIT (verde), JST (vermelho), JPN (laranja) e JPS (amarelo). (Fonte: DSA-CPTEC)

A imagem de satélite para o vapor d'água mostra uma ZCIT de orientação zonal sobre o Pacífico, em torno de 10°N. Sobre o Atlântico, os ventos em superfície convergem numa orientação de nordeste, compreendendo as latitudes de 10°N até o Equador. Nota-se também a presença do JST entrando no continente, até o extremo norte da Argentina. O ramo norte do Jato Polar é mais evidente também sobre a Argentina, enquanto que o ramo sul aparece em um núcleo sobre a Terra do Fogo e sobre o Atlântico Sul.

Figura 2: Carta Sinótica em 250 hPa.(Fonte: MASTER-IAG)

Pelo campo dos ventos em altos níveis, observam-se outras regiões onde aparecem os Jatos. O JST e o JPN possuem núcleos entre 120°W e 110°W. Uma circulação ciclônica em altos níveis, centrada entre 10°W e 0°, é responsável por desviar o curso do JST para 15°S e do Jato Polar para 50°S, aproximadamente. Há uma série de cavados em altos níveis, destacando-se o que se localiza de 35°S a 50°S, sobre o Pacífico, associado a uma frente fria em superfície. O cavado que penetra a Argentina entre 70°W e 50°W pode estar associado às precipitações ocorridas na região, a serem vistas ao fim desta análise. Um terceiro importante cavado aloca-se sobre a região Nordeste brasileira, estendendo-se até a costa norte do continente.

Figura 3: Secção longitudinal (10°W) da atmosfera, mostrando vento (isolinhas pretas, em m/s) e temperatura potencial (sombreado, em K). (Fonte: MASTER-IAG)

Essa secção longitudinal em 10°W ilustra a variação vertical e latitudinal dos ventos., bem como a temperatura potencial na área seccionada. Os núcleos de jato observados na figura 2 aparecem novamente aqui, entre 200 hPa e 350 hPa. Como visto, o JST aparece entre 15°S e 10°S, com ventos de 40 m/s e temperaturas no intervalo de 345-355 K. Entre 45°S e 50°S, aparecem os dois ramos do JP, com velocidade de 60 m/s, com temperaturas entre 310 e 320 K.

Figura 4: Carta sinótica em 500 hPa. (Fonte: MASTER-IAG)

Novamente, vê-se a zona de baixa pressão em 5°W, com um cavado associado. O cavado identificado sobre a Argentina também apresenta uma assinatura nesse nível de pressão, assim os cavados e a crista observados sobre o Oceano Pacífico. A Alta observada sobre o continente em 10°S nos dias anteriores persiste hoje. Nota-se ainda outra Alta em baixas latitudes, sobre o Pacífico.

 Figura 5: Carta Sinótica em 850 hPa. (Fonte: MASTER-IAG)

Nesse nível há duas zonas de alta pressão nos flancos da América do Sul, centradas em, aproximadamente, 40°S - 80°W e 35°S - 40°W. Ao Norte da Baixa que se identificou entre 55°S e 60°S aparece outra baixa, em 43°S e 100°W. A crista que vem sendo observada desde o dia 29.06 sobre o Centro-Oeste e Norte brasileiros permanece.

Figura 6: Carta Sinótica em superfície. (Fonte: MASTER-IAG)

Observam-se bem definidas a ASPS a ASAS, esta ao Norte de uma frente fria associada a uma baixa pressão que vem se deslocando para leste há alguns dias. Outra frente fria pode ser identificada, associada à baixa em 43°S-100°W, bem como uma frente quente. A baixa entre 55°S e 60°S permanece atuante, com um cavado associado. A convergência dos ventos em baixas latitudes permitiu traçar as bandas da ZCIT, em 10°N no Pacífico, e entre 0° e 10°N no Atlântico.
Figura 7: Divergência de umidade e pressão reduzida ao nível médio do mar (Fonte: MASTER-IAG)

Ao comparar os campos de divergência de umidade com a carta sinótica em superfície, pode-se corroborar a posição das frentes frias. Porém, observa-se uma região bem organizada de convergência de umidade logo à frente da frente fria identificada em 100°W. Notam-se também convergências ao Sul do Brasil, na Argentina e no litoral Nordestino.

Figura 8: Precipitação acumulada em 24h. (Fonte: Ogimet)

A convergência de umidade no Sul brasileiro, bem como na costa do NE, resultou em altos índices de precipitação, como se vê na Figura 8.


Referências:

DSA-CPTEC: http://satelite.cptec.inpe.br/acervo/goes.formulario.logic;jsessionid=4EFE65DD1836114BDD55E6802F4782FB

MASTER-IAG: http://www.masterantiga.iag.usp.br/ind.php?inic=00&prod=previsao_glob

Ogimet: http://ogimet.com/cgi-bin/gsynop?zona=amersurc&base=bluem&proy=orto&ano=2015&mes=07&day=03&hora=12&vr4=R4&enviar=Ver

Campos gerados: Aulamaster (MASTER-IAG)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

20150702

Análise por Leandro Rocha.

Análise sinótica do dia 02/07/2015



Figura 1. Imagem de satélite GOES-13 de vapor d'água das 00Z do dia 02 de Julho de 2015.  A linha vermelha indica o JST, a laranja o JPN e a linha amarela o JPS.

  A imagem de satélite no canal de vapor d'água mostra a ZCIT bem definida tanto no Oceano Atlântico quanto no oceano Pacífico entre 5°N e 15°N. No oceano pacífico tem orientação mais zonal e no Atlântico tem orientação sudoeste-nordeste. Além disso, verifica-se o posicionamento dos jatos nas regiões mais secas. Há também em parte de região Centro-Oeste e Norte uma região também seca, sem formação de nuvens, padrão observado para o inverno nesta área. 

Figura 2: Carta sinótica em 250 hPa. Jatos de altos níveis identificados pelas cores: vermelha (JST), laranja (JPN) e amarelo (JPS). (Fonte: MASTER-IAG)

  Em altos níveis nota-se a presença do JST em quase toda imagem, sendo que no Pacífico ele está associado ao JPN. No Atlântico também há a presença do JPN e do JPS acoplados, verificado pelo corte vertical feito na longitude 20°W (Figura 3). Também foi feito um corte vertical em 115°W (Figura 4) mostrando dois núcleos bem próximos, mais sul o JPN e ao norte o JST . Além disso é possível ver uma região de circulação anticiclônica em 3°S - 70°W, uma região de circulação ciclônica fechada em 30°S - 5°W, além de três cavados, um no território brasileiro, um que cruza o Chile e outro no Pacífico. 


Figura 3: Corte vertical da temperatura potencial (K) em 20°W, entre as latitudes 70°S e 10°S. Sombreamento indica intervalos de theta; isolinhas brancas, pontos médios dos intervalos; isolinhas pretas, magnitude do vento (m/s) (Fonte: MASTER-IAG)

Figura 4: Corte vertical da temperatura potencial (K) em 115°W, entre as latitudes 70°S e 10°S. Sombreamento indica intervalos de theta; isolinhas brancas, pontos médios dos intervalos; isolinhas pretas, magnitude do vento (m/s) (Fonte: MASTER-IAG)



Figura 5: Carta sinótica no nível de 500 hPa. JPN em laranja e JPS em amarelo. (Fonte: MASTER-IAG).

  Em 500 hPa, verifica-se duas regiões de circulação anticiclônica em 10°S - 75°W e 37°S - 5°W, além de uma região de baixa em 25°S - 5°W. Há a presença também de cinco cavados, dois no oceano Pacífico, um no litoral chileno, outro no Atlântico perto da costa do Nordeste do Brasil, e por fim, mais um no Atlântico Sul. No oceano Atlântico nota-se o JPN e o JPS associados à um sistema frontal em superfície. 

Figura 6: Carta sinótica no nível de 850 hPa. (Fonte: MASTER-IAG).

  Em 850 hPa (Figura 6), é possível visualizar duas regiões de circulação anticiclônica, uma no Pacífico (35°S - 90°W) associada a um anticiclone transiente em superfície e outra no Atlântico (33°S - 10°W) associada ao ASAS. Também verifica-se uma área de circulação ciclônica em 53°S - 115°W, com um cavado acoplado. Além disso há mais três cavados, um no litoral do Chile e dois outros no Atlântico Sul, estes últimos relacionados à sistemas frontais em superfície. É importante salientar a crista que estende do anticiclone no Atlântico até o território brasileiro, causando um tempo mais estável.

Figura 7: Carta sinótica em superfície. Em verde está assinalada a ZCIT. (Fonte: MASTER-IAG)

  Na carta sinótica de superfície (PRNM), a ZCIT encontra-se bem definida no oceano Atlântico com orientação SW-NE, e no Pacífico, localizada entre 5°N e 10°N. Verifica-se também três regiões de alta pressão, o ASAS localizado em 33°S e 5°W, uma região de alta pressão no Pacífico, além de outra com centro entre o litoral do Uruguai e Argentina, sendo um anticiclone transiente pós-frontal. Há três regiões de baixa pressão com circulação fechada na imagem, duas com sistemas frontais associados à elas, em 53°S - 15°W e 53°S - 115°W, e outra no litoral do Chile, que pode ocasionar uma frontogênese assim que cruzar os Andes. Também há um cavado no Atlântico Sul associado à advecção fria de temperatura na área.

Figura 8: Acumulado de precipitação em 24h (Fonte: ogimet.com)

  Na imagem acima observa-se os acumulados de precipitação nas últimas 24 horas. No norte da região Sul do Brasil e parte de São Paulo e Mato Grossos do Sul choveu devido à passagem de uma frente, que já se deslocou para o litoral. No Nordeste a precipitação ocorreu no litoral, onde os maiores acumulados foram registrados no litoral do Rio Grande do Norte, devido a convergência de umidade na região, como mostrado na figura 9, figura que também foi utilizada para traçar as frentes na carta sinótica em superfície. 

Figura 9: Divergência de umidade em 1000 hPa e pressão reduzida ao nível médio do mar (hPa). (Fonte: Aulamaster)



Referências:

(1) Imagem de satélite: http://satelite.cptec.inpe.br/acervo/goes.formulario.logi

(2) Modelo de Previsão Global - MASTER-IAG:  http://www.masterantiga.iag.usp.br/ind.php?inic=00&prod=previsao_glob

(3) Produto Aulamaster - MASTER-IAG

(4) http://www.ogimet.com


quarta-feira, 1 de julho de 2015

20150701

Analisado por:
Igor Stivanelli Custódio


Análise sinótica das 00Z do dia 01/07/2015

Figura 1. Imagem de satélite GOES-13 de vapor d'água das 00Z do dia 01 de julho de 2015.  As linhas laranja indica o JPN, amarela o JPS e vermelha o JST. A ZCIT está indicada em verde.

     A Figura 1 mostra a ZCIT bem definida tanto no Oceano Atlântico quanto no Pacífico entre 5 e 15N, sendo que no oceano Atlântico ela possui orientação NE-SW, e no Pacífico, NW-SE. Estas observações podem ser melhor verificadas no campo de divergência de umidade e ventos em superfície (Figura 8). Os três jatos também são mostrados na figura, sendo que o JST se posiciona em latitudes menores. Para melhor identificar os Jatos, foram feitos dois cortes verticais, um na longitude de 70W (Figura 7b) e o outro em 20W (Figura 7a). No primeiro corte vertical, verifica-se três núcleos principais de maiores intensidades do vento, os quais possuem temperatura potencial que variam em torno de 350-360K (JST), 310-320K (JPN) e 300-310K (JPS). Já no segundo corte vertical (Figura 7a), não se consegue fazer uma distinção mais característica entre os jatos polares, mostrando que ambos se acoplam no lado Leste da América do Sul, novamente, o núcleo do JSP encontra-se em torno da latitude de 22.5ºS.

Figura 2. Análise do GFS-250 hPa. As linhas laranja indica o JPN, amarela o JPS e vermelha o JST, linhas pretas tracejadas os cavados.

Na carta de 250 hPa (Figura 2), observa-se que o centro de Alta Pressão (AP), antes verificado à oeste do Equador e Peru (desde 27/06/2015) se mantém, no entanto, este se desloca para leste, passando a ser centrado em 2.5ºS, 73ºW. Este centro de AP é associado com um cavado em altos níveis, localizado à leste, que passa sobre os estados do Pará e Amapá. Nesta carta, ainda se nota a presença de uma baixa pressão (BP), centrada em 35ºS, 0ºW. Além disso, pela carta sinótica de 250 hPa, corrobora-se a posição dos Jatos verificados pela imagem de satélite.

Figura 3. Análise do GFS-500 hPa. Linhas laranja indica o JPN e amarela JPS, linhas pretas tracejadas os cavados e círculos vermelhos os centros de alta pressão.

     Em 500 hPa (Figura 3), o sinal da BP de 250 hPa já não é notado. Também é possível verificar o aparecimento de uma AP sobre a região Nordeste do Brasil. Nesta carta, ainda se destacam três cavados, sendo o cavado de maior interesse o que se localiza sobre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, o qual vai fornecer suporte para a BP em superfície (Figura 5). As duas regiões de BP que se localizavam sobre o Oceano Pacífico, na análise anterior, já não pode mais serem vistas, no entanto dão lugar a um cavado de onda curta sobre as suas localizações. Além disso, o JPN e o JPS continuam bem representados nas mesmas faixas vistas anteriormente.

Figura 4Análise do GFS-850 hPa. Linhas pretas tracejadas indicam os cavados,os círculos vermelhos (azul) os centros de alta (baixa) pressão.

     Na carta de 850 hPa (Figura 4), visualiza-se o sinal da ASAS e ASPS (35ºS, 15ºW e 30ºS, 90ºW, respectivamente). Ainda nesta carta, nota-se um centro de BP associado à um ciclone em superfície em estágio de oclusão. Além disso, verifica-se um cavado passando sobre o norte do Rio Grande do Sul, este cavado está associado a região da Frente Fria, que pode ser verificada na Figura 5. Assim como ocorre na análise do dia anterior, ainda é notada a presença de uma crista mais pronunciada sobre o interior do continente. 

Figura 5Análise do GFS-1000 hPa para o dia 01 de julho de 2015 às 00Z.

     Na carta sinótica de superfície (PRNMM - Figura 5), a ZCIT mostra-se bem definida tanto no Atlântico quanto no Pacífico (~5º-15ºN), assim como é mostrado pela imagem de satélite (Figura 1). A ASPS centra-se em 48ºS, 98ºW; enquanto a ASAS está centrada em 35ºS, 15ºW. Com relação ao dia anterior, o ciclone, relacionado a frente fria no sul do Oceano Atlântico já não é mais verifica pelo domínio da carta. O ciclone que se localizava no Oceano Pacífico entra em estágio de oclusão. Além disso, surge uma região de BP à leste do continente (centrada em 40ºS, 42ºW) associada a uma Frente Fria que passa sobre a região norte do RS e sul de SC, colaborando para a nebulosidade e precipitação na região (Figura 6). No litoral da Bahia, o cavado observado ultimamente persiste, o qual está associado à precipitação na região, que pode ser observada na Figura 6; também é possível notar um cavado no litoral de SP favorecendo a formação da nebulosidade verificada durante o dia e na imagem de satélite. Para uma melhor identificação das frentes e da ZCIT, utilizou-se os campos de divergência de umidade, mostrado na Figuras 8, e ventos em superfície.

Figura 6.  Precipitação acumulada das 12Z do dia 30/06/2015 às 12Z do dia 01/07/2015. Fonte: OGIMET


     Pela análise da precipitação acumulada em 24h (Figura 6), destacam-se duas regiões de maior precipitação. Conforme mencionado anteriormente, pode-se ver a precipitação no litoral da Bahia, associada à convergência de umidade (Figura 8) favorecida pelo cavado. Sobre a região Sul do Brasil e Paraguai, a precipitação está associada à passagem da frente fria e ao cavado em 500 hPa.

Anexo:

Figura 7. Corte vertical da temperatura potencial (K) e magnitude do vento às 00Z do dia 01 de julho de 2015, corte feito na longitude de 20W (painel esquerdo) e 70W (painel direito). Fonte: Master.


Figura 8. Divergência de umidade em superfície às 00Z do dia 01 de julho de 2015, e pressão reduzida ao nível médio do mar. Fonte: Master.