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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Apostila de Meteorologia Dinâmica do Prof. Pedro Dias:

http://www.masterantiga.iag.usp.br/ensino/PedroDias_MeteoDinamica.pdf

Referência completa do artigo de Esteiras Transportadoras:

Browning, K.A. 1986 Conceptual models for precipitation systems, Weather and Forecasting, 1, 23-41




Animação de um caso interessante de esteira transportadora sobre o Atlântico Norte: 

 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

20150625


20150625


Analise Sinótica do dia 25 de Junho de 2015.

Analisado por: Alberto José Bié


Figura 1. Imagem do Satélite GOES-13 no canal do infravermelho. As linhas em vermelho, laranja e amarelo representam os jatos Subtropical (JST), Polar Norte (JPN) e Polar Sul (JPS), respectivamente (Modificada de: INPE/CPTEC/DSA).

Pela Figura 1 nota-se a presença do JST atravessando as regiões centrais do Chile e da Argentina. O JPN atua sobre a região sul do Chile e da Argentina enquanto o JPS atua mais ao sul, no extremo sul do continente norte americano. Sobre o Pacifico nota-se a presença de um cavado e um vórtice ciclônico associado esse cavado que é contornado pelo JST, próximo a costa do Chile. A ZCIT atua sobre o Atlântico na latitude aproximada de 5N, com fraca influencia sobre a região continental.



Figura 2. Análise da carta sinótica de 250 hPa. As linhas em vermelho, laranja e amarelo representam os jatos Subtropical (JST), Polar Norte (JPN) e Polar Sul (JPS), respectivamente (Modificada de: MASTER).

Pela figura 2 nota-se a presença de um uma crista e um cavado bastante pronunciados, sobre o atlântico sul, contornados pelo JPN, dando suporte a um sistema frontal em superfície já identificado em análises anteriores. Sobre o Pacifico notam-se dois cavados, um associado ao JPN próximo a região costeira do Chile, outro um pouco mais ao sul associado JPS. Nota-se a presença de uma cavado que se estende sobre a região norte do Brasil que se prolonga até ao norte de do equador. Um cavado, pouco pronunciado pode ser visto perto da costa do estado do Espirito Santo. Sobre o extremo sul do oceano atlântico o JPN e JPS encontram-se acoplados, aproximadamente entre as longitudes de 60°W e 40W e entre 20°W e 0°.

Figura 3. Análise da carta sinótica de 500 hPa. (Modificada de: MASTER).

Em 500 hPa o sistema crista e cavado sobre parte do litoral sul/sudeste persiste, contornado pelo JPN, associado a um sistema frontal em superfície, e leste deste sistema de cavado e crista encontra-se uma crista associada a uma circulação anticicnica fechada. Sobre o Pacifico sul, o cavado associado ao Jato Subtropical (ver figura 2) persiste. Nota-se também uma anticiclônica sobre a região central da America do Sul, aproximadamente entre as longitudes 50°W e 60°W e longitudes 10°S e 20°S.

Figura 4. Análise da carta sinótica de 850 hPa (Modificada de: MASTER).

Em 850 hPa, nota-se, sobre o atlântico sul, a presença de uma alta pós-frontal com o centro entre 55°W e 45°W, atuando sobre as regiões e sudeste do Brasil. A leste da alta pós-frontal encontra-se um cavado, com intenso gradiente de temperatura, associado a um sistema frontal, e a leste deste sistema frontal encontra-se a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), com o centro perto de 5°W. Sobre o Pacifico, o cavado próximo a região central da costa do Chile, e que persiste desde níveis superiores e que esteve associado a um sistema frontal em analises anteriores, encontra-se, a leste, associado a um forte gradiente de temperatura, forte divergência de umidade e forte advecção de vorticidade negativa (figura 5). 


Figura 5. Divergência de umidade e advecção de vorticidade relativa em 1000 hPa (Análise do GFS do 25062015 - 00Z da aulamster).

Mais ao sul do Pacifico Sul encontram-se dois cavados associados a duas baixas fechadas, e estão associados a sistemas frontais identificados já em análise anterior e podem ser vistos na carta sinótica em superfície (figura 6).

Figura 6. Análise da carta sinótica de superfície. (Modificada de: MASTER).

Em superfície, sobre Atlântico, destaca-se um sistema frontal influenciando o estado de a região costeira do estado do Espirito Santo, uma alta pós-frontal influenciando a região sul e sudeste do Brasil, advectando ar frio para estas regiões. Associado a alta pós-frontal encontra-se um cavado sobre o continente, com eixo que se estende sobre o Paraguai e o Rio Grande do Sul (RS). Sobre o Pacifico Sul, encontram-se dois sistemas frontais, um deles, com a centro da baixa entre 80°W e 90°W, já influenciando a região da costa do chile.


Figura 7. Precipitação acumulada em 24h (Fonte: Ogimet).

Olhando para a precipitação, notam-se maiores acumulados sobre as regiões Nordeste e Sudeste. Sobre a região sudeste, estes acumulados estão associados a passagem do sistema frontal que agora influencia a região do estado de Espirito Santo (ES), enquanto que na região Nordeste o acumulado esta associado ao ar úmido que esta sendo advectado para o continente pelo escoamento do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul, como pode se ver pela figura 7 abaixo.


Figura 8. Divergência de umidade e vento 1000 hPa (Análise do GFS do 25062015 - 00Z da aulamster).

Anexos:


 Figura 9. Corte vertical em 10°W, potencial (sombreado) magnitude so vento (contorno). (Fonte Análise do modelo GFS do dia 25/06/2015 as 00Z da aulamaster).



Figura 10. Corte vertical em 110°W, potencial (sombreado) magnitude so vento (contorno). (Fonte: Análise do GFS do 25062015 - 00Z da aulamster).


Referências:

Image de satélite (Figura 1). Modificada de CPTEC/INPE:
http://satelite.cptec.inpe.br/acervo/goes.formulario.logic?i=br#

Cartas sinóticas de 250, 500, 850hPa e superfície (Figuras 2, 3, 4 e 6). Modificadas do MASTER:
http://masterantiga.iag.usp.br/ind.php?inic=00&prod=previsao_glob

Precipitação acumulada (Figura 7): 
http://www.ogimet.com/gsynop.phtml

Aulamaster, Análise do modelo GFS (Figuras 5, 8, 9 e 10).





quarta-feira, 24 de junho de 2015

20150624


Análise sinótica do dia 24 de junho de 2015 - 00Z

Analisado por: Victor R. Chávez Mayta e Vítor Silva Lopes


Figura 1. Imagem do Satélite GOES-13 no infravermelho. As linhas em vermelho, laranja e amarelo representam os jatos Subtropical (JST), Polar Norte (JPN) e Polar Sul (JPS), respectivamente. Fonte: INPE/CPTEC/DSA.

A Figura 1 apresenta a imagem do satélite Goes-13 para o canal do infravermelho. Nota-se a presença do Jato Subtropical atuando sobre parte dos estados de Santa Catarina e São Paulo. A presença desse ramo dá suporte ao sistema frontal em superfície (Figura 5).  Já os jatos polares estão diretamente associados a sistemas transientes localizados sobre o Pacífico.


Figura 2. Análise da carta sinótica de 250hPa. As linhas em vermelho, laranja e amarelo representam os jatos Subtropical (JST), Polar Norte (JPN) e Polar Sul (JPS), respectivamente. As linhas tracejadas em preto representam as regiões de cavado. Fonte: Master.

Na análise da carta de altitude (Figura 2) nota-se a presença do Jato Subtropical atuando sobre parte dos estados do Paraná e São Paulo e sobre o norte da Argentina. A posição desse ramo dos jatos de altos níveis favorece a convergência em superfície, o que pode ser confirmado tanto pela Figura 1, através das regiões de convecção, como pela Figura 5, na região de atuação do sistema frontal que se encontra sobre o continente. Um cavado atua desde o extremo sul da Bahia até o noroeste da América do Sul.

Figura 3. Análise da carta sinótica de 500hPa. As linhas tracejadas em preto representam as regiões de cavado. Fonte: INPE/CPTEC.

Na análise da carta sinótica de 500hPa (Figura 3) nota-se um cavado sobre parte do litoral sul/sudeste. Esse cavado está diretamente associado ao sistema frontal em superfície (Figura 5). Outros dois cavados podem ser observados sobre o Pacífico, e, como no caso anterior, eles também estão ligados a sistemas transientes em superfície.


Figura 4. Análise da carta sinótica de 850hPa. Fonte: INPE/CPTEC.

Na análise da carta sinótica de 850hPa (Figura 4) notam-se dois principais escoamentos. O primeiro deles, associado à Alta Subtropical do Atlântico Sul, direciona o fluxo em direção ao Atlântico sudeste. O segundo está atrelado ao anticiclone pós-frontal, Andes e ao ciclone sobre o Pacífico, todas essas forçantes direcionam o escoamento para o sul da Argentina.

Figura 5. Análise da carta sinótica de superfície. Fonte: INPE/CPTEC.

Na análise da carta sinótica de superfície (Figura 5) nota-se a presença de dois sistemas frontais acoplados que atuam sobre Bolívia, Paraguai, norte da Argentina, grande parte do sudeste até o Atlântico adjacente. Associado a este sistema, um anticiclone pós-frontal se estende desde o sul da Argentina até o litoral de São Paulo. A queda brusca na temperatura está diretamente associada à advecção de ar frio proveniente deste anticiclone. Outros sistemas transientes podem ser observados sobre o Pacífico. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) está localizada em, aproximadamente, 8°O/33°S. Já a Alta Subtropical do Pacífico Sul tem centro de alta em torno de 120°O/32°S. A Zona de Convergência Intertropical atua entre 5°S - 10°S tanto no Atlântico como no Pacífico.


Figura 6. Precipitação acumulada em 24h. Fonte: Ogimet.

Em relação a análise do dia anterior, nota-se um maior acumulado sobre o sudeste do Brasil. Esse aumento está diretamente associado a incursão do sistema frontal que favoreceu a convecção sobre essa região. Sobre o restante do Brasil não houveram grandes mudanças nos acumulados, indicando que grande parte dos sistemas que atuaram sobre o Brasil no dia 23/06 persistiram para o dia de hoje.


ANEXOS


Figura 7. Corte vertical para a longitude 10W. Fonte: Master-IAG.


Figura 8. Corte vertical para a longitude 110W. Fonte: Master-IAG.



Figura 9. Intensidade e direção do vento. Fonte: < http://earth.nullschool.net>.


Figura 10. Vorticidade (contorno) e Divergência de umidade em 1000hPa. Fonte: Master-IAG.


REFERÊNCIAS

Cartas sinóticas de 250hPa, 500hPa, 850hPa e superfície (Figuras 2, 3, 4 e 5) (modificadas) de:
<http://img0.cptec.inpe.br/~rgptimg/Produtos-Pagina/Carta-Sinotica/Analise/impressao/>

Master - IAG/USP

Imagem de satélite (Figura 1) (modificada):
<http://satelite.cptec.inpe.br/acervo/goes.formulario.logic>

Precipitação acumulada em 24h (Figura 6):
<http://www.ogimet.com/gsynop.phtml>

Produtos GPT:
<http://gpt.cptec.inpe.br/>

terça-feira, 23 de junho de 2015

20150623





Análise sinótica do 23 de junho de 2015 - 00Z

Analisado por: Victor R. Chávez Mayta



Figura 1. - Imagem de satélite (direita) do canal infravermelho (GOES 13). As linhas representam o JST (em vermelho), o JPN (em laranja) e o JPS (em amarelo). Fonte: CPTEC/INPE.  

A Figura 1 mostra a ZCIT bem definida tanto no Oceano Atlântico quanto no Pacífico entre 5 e 10 N, no oceano Atlântico ela possui orientação NE-SW, e no Pacífico, W-E.  Animação dos campos de vento em superfície e nível desejado do website http://earth.nullschool.net apresentados na Figura 11 ajudam a identificar melhor a ZCIT.

O Jato Subtropical JST pode ser visto sobre o Oceano Pacífico, contornando um cavado e passando sobre o centro do Chile e norte de Argentina. Uma parte do JST pode ser vista sobre os estados de GO, MG e ES. O ramo norte do Jato Polar (JPN) está acoplado ao JST sobre o centro do Chile e se desacopla sobre o Atlântico Sul. Para identificar melhor os Jatos, foram feitos três cortes verticais, um na longitude de 115W (Figura 7), 110W (Figura 8) e o outro em 35W (Figura 9).


Figura 2. - Análise da carta sinótica de 250hPa. As linhas representam o JST (em vermelho), o JPN (em laranja) e o JPS (em amarelo). As linhas tracejadas representam os cavados e cristas. Fonte: MASTER-IAG.



A análise do GFS para o nível de 250hPa mostra os JST e JPN conforme vistos na imagem de satélite. Neste nível podem-se identificar JPS acoplada a JPN a partir de 50 W até 35W aprox.. Para esta identificação foi necessária fazer um corte vertical na longitude de 35W (Fig. 9). Além disso nota-se uma crista acima de sul de Peru e norte de Bolívia associada à baixa umidade vista na imagem de satélite.


Figura 3. - Análise da carta sinótica de 500hPa. As linhas representam o JPN (em laranja) e o JPS (em amarelo). As linhas tracejadas representam os cavados e cristas. Fonte: MASTER-IAG.


A análise do GFS para o nível de 500hPa mostra o JPN e JPS. Notam-se várias circulações anticiclônicas sobre o Oceano Pacifico centradas em 10S 100W, sobre o continente em 20S 60W que favorece a ausência de nebulosidade sobre essa região, e sobre o oceano Atlântico em 15S 25W. além disso se pode identificar um sistema de cristas e cavados.



Figura 4. - Análise da carta sinótica de 850 hPa. As linhas tracejadas representam os cavados e cristas. Fonte: MASTER-IAG.

A análise do GFS para o nível de 850hPa mostra as circulações anticiclônicas e ciclônicas sobre os oceanos e continente. Observam-se uma circulação anticiclônica sobre o Pacífico com centro em 10S 95W, em continente sobre Argentina com centro em 35S 65W e outra sobre o Atlântico Sul com centro em 35S 25W. A circulação ciclônica identificada no dia anterior na costa norte de Chile ainda está bem definida em 25S 85W. 




Figura 5. - Análise da carta sinótica de superfície. MASTER-IAG.

A análise do GFS para a pressão reduzida ao nível médio do mar mostra as circulações anticiclônicas e ciclônicas. Por exemplo pode-se identificar a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) bem definida com respeito ao dia anterior. O Anticiclone Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) deslocou-se para leste com relação ao dia anterior ficando sobre região sul de Argentina. Nota-se também uma frente fria sobre o oceano Pacífico deslocando-se para na costa do Chile e sul de Peru. Outra frente fria sobre RS prolongando-se até o ciclone em 45S 40W. A ZCIT está entre 5 e 7N no Atlântico (bem definida) e aproximadamente entre 7 e 10N no Pacífico. 




Figura 6.- Precipitação acumulada em 24h. Fonte: OGIMET.


A figura 6 mostra os acumulados de precipitação registrados nas estações meteorológicas durante 24h. Pode-se observar as máximas precipitações na costa leste do Nordeste devido a presença de um cavado e no campo de convergência de umidade (Fig 10) há uma intensa convergência sobre esta região o que favorece a precipitação. Na costa da Bahia e sul do brasil as regiões de máxima precipitação estão cobrindo toda a região de RS sendo esta última influenciada pela passagem de uma frente fria. Na região norte do Brasil, também há registro de precipitação devido ao calor e umidade na região da bacia Amazônica. 

Anexos 


Figura 7.- Corte vertical para a longitude 115oW. Fonte: MASTER-IAG.



Figura 8.- Corte vertical para a longitude 110oW. Fonte: MASTER-IAG.



Figura 9.- Corte vertical para a longitude 35 oW. Fonte: MASTER-IAG.


Figura 10 - Vorticidade (contorno) e divergência de umidade em 1000 hPa. Fonte: MASTER-IAG.


Figura 11 Animação de campos de vento em superfície. Fonte: earth.nullschool.net


Referências de Figuras

Imagens de satélite


Cartas sinóticas:

250Hpa: http://www.masterantiga.iag.usp.br/previsao_glob/sinotica.php

500Hpa: http://www.masterantiga.iag.usp.br/previsao_glob/sinotica.php

850Hpa: http://www.masterantiga.iag.usp.br/previsao_glob/sinotica.




Precipitação
·         
       http://www.ogimet.com/gsynop.phtml